A Ilha do Mel

Patrimônio Ecológico não apenas da população paranaense, mas de toda a humanidade, a Ilha do Mel tem 95% de sua área composta por ecossistemas de restinga e Floresta Atlântica, o que a elevou à categoria de Estação Ecológica em 1982.

Em seus morros e planícies há trilhas para caminhadas, dando acesso a locais de observação de belas paisagens e de espécies vegetais e animais, possibilitando, ao turista, o encontro com uma realidade deslumbrante, onde a brisa marinha e o cheiro de mato compõem um aroma particular.


Antes da ocupação pelos colonizadores a região litorânea da Cananéia até à Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul, foi dominada pelos índios Carijós. A existência de sambaquis nas ilhas, desembocaduras e enseadas no litoral paranaense é testemunho deste fato. Sambaquis são aglomerações de "restos de cozinha" dos índios, como as partes não perecíveis de ostras, mexilhões, peixes etc. Eles podem alcançar vários metros de altura. A colonização paranaense iniciou-se no final do século XVI. 



Existem quatro versões sobre a origem do nome "Ilha do Mel": 

1.)Antes da segunda Guerra Mundial a ilha era conhecida coma a ilha do Almirante Mehl que se dedicou à apicultura cujo família lá freqüentava. 

2.) Marinheiros aposentados viviam na Ilha e dedicaram-se à apicultura, produzindo uma quantidade tamanha que chegaram a exportar o produto até os anos 60. 

3.) A água doce existente na ilha contem mercúrio. Em contato com a água salgada isto causa uma coloração amarela, semelhante à cor de favos de mel. 

4.) Os índios Carijós que viviam na região apreciavam muito o mel de abelhas, então a exploração apícola é antiga. Existem mapas antigas onde a Ilha já foi denominada de Ilha do Mel.

Oficialmente, a Ilha era chamada de Ilha da Baleia até o final do século passado. 

 

A Fortaleza


Em 1776 iniciou-se a construção da Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres da Barra de Paranaguá, também chamada de Fortaleza da Barra. Terminou-se a construção em 1770. A finalidade do forte era proteger a Baía de Paranaguá de naus estrangeiros que invadiam a Barra de Paranaguá, que era um dos portos principais da Capitania de São Paulo. A Fortaleza foi o único estabelecimento militar do Século XVIII no Paraná, e o primeiro forte do Brasil ao entrar em combate, protegendo a Baía de Paranaguá de navios piratas. No século passado um navio inglês chamado de Cormoran invadiu a Baía de Paranaguá, perseguindo navios negreiros. A população de Paranaguá revoltou-se contra esta invasão e o navio teve que fugir. Passando pela Ilha, houve troca de tiros, avariando o navio e matando um marinheiro. A fuga não foi impedida. Durante a Segunda Guerra Mundial foi instalado um sistema de defesa em forma de labirinto no Morro da Baleia que fica acima da Fortaleza. Em 1936 a Fortaleza foi tombada como monumento histórico. Foi restaurada a partir de 1990.



O Farol das Conchas
No alto do Morro das conchas, eleva-se, o famoso farol , com sua estrutura tronco-cônica alongada terminada por uma plataforma circular de onde se descortina magnífica paisagem.
Longe, ao fundo, os paredões íngremes e azulados da Serra do Mar. A distâncias cada vez menores a imensa planície costeira, rasgada pelos rios de marés e recortada pelos contornos graciosos da Baía de Paranaguá. Ao redor, e abaixo, a Ilha do Mel com seus morros isolados interligados por restingas de areia. Na base, o mar açoitando os penedos rochosos. E o marulhar das ondas esbranquiçadas...
O Farol foi construído em 1870 por determinação do Barão de Cotegipe (Ministro da Marinha do Império), pelos Construtores P. & W. Macleblon de Glasgow, sendo Zozimo Barrozo o engenheiro. Começou a funcionar em 1872. Atualmente é alimentado por energia solar. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao seu lado, a Praia das Conchas é super tranqüila e embora não seja abrigada para o pernoite, passar o dia por ali é uma ótima pedida, pois tem um bom calado, mesmo próximo da praia sem arrebentação. Para as crianças é perfeita pois é uma praia muito segura.O local é desprotegido do vento nordeste e bate muito para se pernoitar.
 

Brasília 
Outro point interessante, por terra apenas a 100 metros da Praia das Conchas, visto que esta parte da Ilha do Mel está sendo aos poucos separada pela ação do mar. A chegada em Brasília por mar é um pouco complicada devido ao baixio que cerca o pequeno canal balizado. Este canal é estreito ( cerca de 4 metros de largura ) e balizado por estacas altas em pvc na cor branca. O calado no canal em maré cheia tem cerca de 2,5 metros e a praça de ancoragem é repleta de lanchas e voadeiras. Porém para quem gosta de agito é o local certo, pois tem muita festa e pousadas ali próximas. O visual também vale o esforço, pois tem um pôr-do-sol maravilhoso.


Em termos de vento Brasília é bem protegida, mas se entrar um Sul muito forte você deve ancorar de frente para o vento. Outra dica é que a ancoragem ali deve ser pela proa e pela popa, pois não há espaço para o giro dos barcos.

Praia da Encantada


Dividida em duas praias distintas : a de fora e a de dentro. A praia da Encantada de dentro é um dos locais mais pitorescos da ilha. É o principal ponto de desembarque para a a Gruta e outras praias mais para o norte. A praia da Encantada de Fora fica de frente para o mar aberto caracterizando-se pela natureza e praias selvagens. 

Existem diversas e boas opções de pousadas e restaurantes nesta praia além de uma vida noturna bem agitada. 

A praia tem cerca de 1 km e é cercada por casas de pescadores. Inúmeros embarcações de pesca e recreio utilizam esta enseada como um local seguro para fundearem. Cuide apenas com o calado naturalmente. O trapiche é aberto apenas para os barcos de transporte de passageiros.

Uma das principais atrações é a gruta que, segundo a lenda, abrigava sereias que atraiam navios para os rochedos com seus cantos . Um programa obrigatório.

 




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