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Com a proa voltada para Florianópolis
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![]() 26/12/03
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Esta velejada estava em meus planos desde de que pensei em
comprar o Musashi. A rota é muito bonita e recomendo a todos os amigos.
Certamente vivi uma experiência com momentos inesquecíveis conhecendo
novos e belos locais, fortalecendo amizades e vencendo desafios ...
"Quem vai ao mar, avia-se em terra" já nos diz o sábio ditado popular. Comecei a preparar o Musashi 3 meses antes de zarpar para o sul. Primeiro equipei-o com todo o material de salvatagem exigido pela marinha para a navegação costeira. Após providenciar a vistoria completa do barco com o amigo Fausto que é engenheiro naval, dei entrada na capitania dos portos para a mudança de classificação para Mar Aberto. O processo é bastante burocrático e lento se você fizer como eu : não pagar uma fábula para o despachante náutico providenciar a transferência. Mas com a economia que fiz eu pude mandar fazer uma vela Storm Jib para o barco... Refiz seu sistema elétrico, comprei as cartas Blue Chart para meu GPS map ( mais detalhados que as cartas náuticas da marinha em alguns locais ), nova corrente para minha âncora reserva, novos cabos super-dimensionados para poitas, troquei o fogão por um novinho em folha com 2 bocas e sem forno ( que não usava mesmo ) ganhando mais espaço. Também alterei o sistema de rizo original para o sistema Harken, por fora da retranca que me possibilitou rizar a mestra com maior agilidade e segurança. Comprei um motor de 3.3 para o dingue ( chega de remar ) e xeroquei todas as cartas náuticas por onde iria navegar. Toda a preparação revelou-se muito útil e apropriada para a nossa viagem, como veremos mais adiante. Nesta aventura decidi alternar os tripulantes para dar oportunidade a mais amigos de vivenciarem esta experiência. A primeira equipe era composta do Marcio Moreira, de Itajaí e o Ruben Wageck, de Curitiba. Ambos experientes em navegação na região sul, conhecendo bem os locais por onde passaríamos. |
Tripulação pronta para zarpar no Natal de 2003 |
Às 16:00 h soltamos as amarras do trapiche da Marina
Oceania. A ansiedade era grande e tínhamos uma longa ótima expectativa
para a viajem que ali iniciávamos. Aguardamos o Troller Savanah, do amigo
Jefferson e o O´Day 23 Lucky Lady do amigo Celso que juntaram-se a nós
na Ponta da Tenenge por volta das 18:00 h. Seguimos até a Ilha do Mel
onde iríamos pernoitar.
O jantar foi um delicioso espaguete de espinafre com molho bolonhesa, que foi muito bem aceito a bordo. Dormimos cedo para acordarmos por volta das 06:00 h com um vento SE fraco mas que trouxe uma leve garoa e baixa temperatura para o local. Passei um rádio para São Francisco para checar a previsão do tempo e também liguei para o Simepar. Ambos me disseram que o SE iria predominar mas com baixa intensidade. Após uma rápida conferência entre os capitães decidimos zarpar assim mesmo. Zarpamos às 7:30 h. A saída na Galheta foi tranqüila no estofo da maré e seguimos apenas no motor com vento contra. |
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Por volta das 09:00 deixamos as ilhas de Currais pelo través de boreste e Itacolomis às 11:00 h. O tempo continuava nublado com vento contra. O Savanah seguiu mais rápido e logo sumiu na linha do horizonte. O Lucky Lady veio no mesmo ritmo de 6 nós em média, nos acompanhando de perto. Na altura de Guaratuba o mar ficou bem mais mexido e o mal estar tomou conta do capitão que ficou mareado e meio quieto no cockpit. Logo entrou uma chuvinha fina daquelas de tirar o ânimo da tripulação, mas seguimos firmes em nosso rumo, pois ainda tinha muita água pela frente ! Boa música e algumas piadas ajudam muito nestas horas. |
Vista da última bóia do Canal da Galheta, já amanhecendo
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Musashi e Lucky Lady no novo trapiche do Capri |
Às 15:00 h estávamos entrando na Baia da Babitonga.
Solicitei, via rádio, ao Capri a permissão para chegarmos até o
trapiche de visitantes. Fui prontamente atendido pela Cintia da secretaria
do clube. Agora não existem mais as poitas em frente ao clube. A atual
diretoria construiu novos trapiches no outro lado do canal para abrigar
seus clientes e visitantes. As vagas são individuais, com pontos de água
e luz. Muito bom !
Atracamos de ré, soltando a âncora pela proa. Manobra técnica que executei pela primeira vez com sucesso ( sorte de principiante ). Depois daquele longo banho quente, a turma partiu para o restaurante para saborearmos um delicioso peixe grelhado. Júlio, o comodoro do Capri gentilmente nos recebeu e trocamos algumas idéias sobre a nova estrutura do trapiche. O amigo Álvaro, do veleiro Argonauta nos fez uma agradável visita. Conversamos bastante sobre o percurso da viagem, as adaptações que fiz no Musashi desde a última visita e claro sobre os belos veleiros ali aportados. A noite preparamos uma sopinha básica para forrar o estômago e fomos deitar cedo para o merecido descanso. |
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![]() 27/12/03 |
Depois de pegarmos a previsão do tempo com Itajaí Rádio, seguimos motorando com vento SE fraco contra novamente... Felizmente próximo da Ilha de Tamboretes o vento rondou um pouco mais para leste pudemos abrir a vela para uma orça folgada. |
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Por volta das 10:00 h já deixamos a Ilha dos Remédios em nosso través de boreste. Seguimos fazendo a média de 6 nós, com o vento dando algumas rajadas de vez em quando mas na média fraquinho... Chegamos à ilha de Itacolomis às 16:00 h. O mar havia crescido bastante neste ponto.Vimos entre nós e a ilha uma pequena lancha com toldo azul ancorada. Uns 15 minutos depois ouvimos uma chamada no VHF perguntando a localização da lancha XYZ que estava com problemas no motor. Não é que o capitão da lancha responde e dá uma localização bem fora de onde se encontrava ? Quem chamava era a lancha de resgate da sua marina. Passei um rádio para a mesma informando a correta posição do "desorientado" capitão para o pessoal do resgate. Felizmente pouco depois já estava tudo resolvido. O mar estava bem ruim de se encontrar uma lancha pequena ancorada, imagine com uma posição estimada errada... |
Lucky Lady com as Ilhas de Tamboretes ao largo |
Nosso "navio escolta" no canal de Itajaí |
Alcançamos a entrada da Barra de Itajaí às 18:15 h. Este
trecho tem a mesma distância de Paranaguá a Capri. Próximo à
primeira bóia se observa a cor da água em tons de marrom devido à
saída do rio que serve de canal de entrada para o porto de Itajaí. Ali a
profundidade é pequena e as ondas sobem bastante perto dos bancos de
areia.
Ficamos aguardando um navio sair e outro entrar, quando então pudemos passar com o Musashi surfando algumas ondas em alta velocidade. Adrenalina pura ! O canal é bem balizado, mas há de se cuidar para não atravessar nas ondas. Também é aconselhável se observar a maré, pois a correnteza é forte na vazante. O navegante verá que os habitantes da região gostam muito de pescar nos molhes de acesso ao canal. Assim você vira atração turística ao entrar com um pequeno veleiro no trânsito de navios daquela entrada. |
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Você pode combinar com antecedência a sua vinda e pedir auxílio diretamente com o administrador da associação, o comandante Vilmar Braz do veleiro jornal. Ligue para (47) 348-5392. Já dentro do canal, o mar acalma-se e o calado gira em torno dos 9 metros, com uns 80 metros de largura. Ao final do molhe sul fica a entrada de acesso ao Saco da Fazenda. Uma pequena enseada abrigada, que era nosso objetivo para o pernoite. Há algumas estacas com bandeiras que balizam o canal de acesso ao trapiche da associação náutica de Itajaí. O calado na maré baixa gira em torno e 1,3 m portanto cuide com este detalhe para acessar o local ou espere a maré encher. Outro detalhe importante é que em ambos os lados do "canal" há molhes submersos. O local é calmo como uma piscina, abrigado dos ventos e possui poitas para um pernoite tranqüilo. |
O amigo Vilmar nos aguardando a bordo do Jornal |
![]() Festa a bordo do Savanah |
O Vilmar nos indicou qual poita poderíamos utilizar para
amarrar o Musashi e depois baixamos o dingue para ir cumprimentá-lo a
bordo do Jornal.
Mais tarde tomamos um belo banho no apto. do Márcio, e fomos encomendar umas pizzas para o jantar a bordo do enorme e confortável Savanah, que recebeu todo mundo a bordo para um bate-papo alegre e descontraído. Tinha mais um pessoal de outro veleiro que estavam descendo a costa brasileira. Foi muito legal a festa !!! |
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![]() 27/12/03 |
Acordamos às 07:00 h com o sol pleno e céu limpo. Peguei a previsão com Porto Belo de vento zero e forte calor pela frente. Depois de abastecermos o barco com gelo, zarpamos às 09:00 h rumo ao Caixa d´aço, em Porto Belo. |
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Com a maré seca saímos dragando o pequeno canal do Saco da Fazenda ! No final da entrada pedi para a tripulação adernar o barco para melhorar nosso calado, senão ficaríamos encalhados até a virada da maré... a quilha foi lentamente arrastando o lodo mas passou. Saímos faceiros do local, já vislumbrando a beleza de Porto Belo num dia de sol como aquele. Às 10:20 h já estávamos no través de Camboriú. O Savanah só viria alguns dias depois e o Lucky Lady partira de madrugada direto para Ganchos. Seguiríamos sozinhos agora.
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Prontos para zarpar de Itajaí |
Com o amigo Márcio no través de Camboriú |
Seguimos com vento fraco até a Ilha de Porto Belo, a
qual contornamos por volta das 13:00 h. A pequena enseada de Caixa d´aço
fica ao sul da Ilha. Trata-se de um local único no litoral catarinense,
pois é abrigada de ventos NE e de ondulações, possui muito verde em
volta do morro e águas muito limpas. Logo na entrada ficam os enormes
barcos pesqueiros e das operadoras de mergulho. Mais a leste ficam 2 bares
flutuantes, com direito a mesas e cadeiras, muito camarão e mulher bonita
bonita. Ao fundo tem uma pequena praia para o banho.
Contamos 115 embarcações naquela ensolarada tarde de verão. Uma loucura ! Tem uma monte de lancha e jet-ski passando. Coisa para quem aprecia agito...Passou até um helicóptero dando rasante nos mastros dos veleiros que ali estavam. |
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Almoçamos um nhoque à 4 queijos e ficamos ali curtindo a paisagem ao som de axé music para o merecido relax da tripulação. O lugar realmente é lindo !!! Mais tarde o Ruben desembarcou, pois tinha compromisso para o domingo em Curitiba. Aproveitei a carona dele até o supermercado de Porto Belo para comprar alguns produtos de limpeza para o barco e abastecer os tanques de combustível. Depois de um ótimo banho de mar, o Eric ( dono de um dos bares flutuantes ) gentilmente nos indicou uma poita que estava sobrando para o nosso pernoite. Como estava prevista uma entrada de frente fria, aceitamos de bom grado. |
Saltando nas águas do Caixa d´aço |
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![]() 28/12/03 |
No domingo cedo a paisagem era outra : céu cinzento e vento frio com rajadas de 20 nós. A frente fria mudou completamente o clima da região. Acordamos bem tarde e ficamos lendo um pouco antes de ir almoçar no bar flutuante do Eric. Acredite : estávamos de blusa e jaqueta de mau-tempo, pois o vento era forte e gelado ali no pier do bar...Impressionante a virada do tempo ! |
O´Day em situação de risco, já com a mestra arrebentada
Típica situação de quem não sabia o que estava fazendo. Parabéns ao Eric pela heróica manobra do dia... |
Logo depois do lanche, observei um veleiro ao largo da Ilha de Porto Belo, vindo do leste. O vento dava umas rajadas próximas de 30 nós e aquele barco estava sem a genoa e com a vela mestra toda levantada, seguindo bem rápido. Então o seu comandante decidiu entrar no Caixa d´aço. Veio contornando a parte oeste da pequena enseada. Pensei que ele queria fugir do forte vento, escondendo-se por ali. Mas o barco seguiu em alta velocidade com vento de popa. Pensei então que ele iria entrar no vento e baixar o pano, porém mesmo com forte vento de popa continuou em direção ao fundo da enseada, quando aconteceu o óbvio : um violento jibe involuntário !!! Felizmente sem vítimas, além da esteira da mestra que arrebentou com o impacto. O barco continuou seu rumo ao fundo da enseada e seu comandante tentando ligar o motor, o que conseguiu mas este não pode vencer o vento contra e o barco agora estava próximo das pedras ! Então o Eric saltou em seu possante dingue e correu para ajudar o desorientado comandante. Felizmente conseguiu rebocar o O´day até o trapiche do bar com sua assustada tripulação composta pelo idoso comandante, duas senhoras e duas crianças... Ufa ! |
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Mais tarde, recebemos a visita do amigo Alberto Sanchatone e seu pai, que estavam no balneário Estaleirinho, próximo de Porto Belo. Combinamos para o dia seguinte a navegada até Ganchos. O Márcio desembarcou no final da tarde, pois tinha que trabalhar no dia seguinte. Fiquei só a bordo do Musashi... mas por pouco tempo ! O amigo Carlo Estevez do veleiro Lendário me fez uma agradável visita surpresa. Ele convidou-se para jantar e pernoitar em sua casa, o que aceitei de bom grado. Depois de um delicioso banho quente, tive outra surpresa : o famoso navegador Vilfredo Shurmann estava ali na sala batendo um papo com o Carlos. Conversamos sobre o roteiro do Musashi e os pontos de abrigo da região... Show de bola ! |
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![]() 29/12/03 |
O Carlos tem uma linda casa à beira-mar do trapiche de Bombinhas. De manhã a gente acorda com um suave burburinho das ondas batendo na praia, o que nos traz um sentimento de paz muito grande. Mais tarde ele me deixou no Caixa d´aço com a promessa de que na volta de Florianópolis eu passaria por Bombinhas. |
O Alberto chegou por volta das 09:00 h. Peguei a previsão do tempo com a Marina de Ganchos e avisei que estávamos navegando para lá. Zarpamos às 10:15 h com um mar calmo, porém vento SE também fraco, que dava bem na proa do Musashi. Seguimos no motor por algum tempo, depois deu para subir um pouco as velas. Este trecho é muito bonito de se navegar próximo à costa e fomos curtindo o passeio até que por volta das 13:00 avistamos os mastros junto ao trapiche de Ganchos... Na entrada da linda enseada passamos pelo veleiro C´est la Vie, do amigo Roberto que nos avisou que a Cristina já me aguardava no pier da marina.Existem algumas poitas livres fora do trapiche, mas preferi utilizar uma vaga do mesmo, dado o conforto de água e eletricidade que são oferecidos. Foi uma sensação muito bacana chegar ali com o Musashi e ter a família nos aguardando... |
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A linda enseada de Ganchos |
Cuide com uma pedra junto ao trapiche que está marcada com uma bóia amarelo e preta. As vagas no lado interno do trapiche são mais abrigadas, com calado em torno de 2,5 metros. Você deixa as espias em bóias que ficam na popa do barco. Antes de zarpar verifique se a espia não está presa na alça desta bóia, pois ali param várias lanchas pequenas cujos comandantes passam os cabos de seus barcos de qualquer jeito e estes ficam enrolados no seu cabo. A enseada é bem abrigada do vento S, porém o NE entra
franco por ali. Portanto se você pretendo pernoitar a bordo trate de
avaliar este detalhe. Uma alternativa interessante para o vento NE é a
enseada de Armação da Piedade, já em frente à Ilha de Santa Catarina. |
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![]() 30/12 a 4/01 |
O plano da família era passar alguns dias na marina para conhecer e desfrutar da região. Tínhamos o plano inicial de passar o reveillon a bordo do Musashi na orla de Florianópolis. |
Aproveitamos para visitar de carro a praia de Palmas, que recentemente foi criada e vive um verdadeiro boom de crescimento imobiliário com casas e condomínios de alto padrão. Bonito lugar, que merece o seu registro. Do alto do morro há uma vista muito bonita da região. Como os amigos Roberto, do C´est la Vie e Celso, do Lucky Lady também estavam em Ganchos resolvemos fazer um passeio juntos até a praia de Zimbros, no outro lado da Enseada de Ganchos. O dia estava sensacional, com um NE fraco e céu de brigadeiro. Perfeito para uma velejada em família. |
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| Zimbros é uma longa praia. Tem casas em toda
a orla e pelo menos uns 3 restaurantes. Há uma pequena marina com algumas
poitas próxima à ponta leste. Porém é desabrigada de ventos S.
Suas águas são limpas e a praia lotada de gente. Tem muitas lanchas e jet ski navegando por alí também. Ancoramos a uns 100 metros da praia com fundo de areia e 4 metros de profundidade. O C´est la Vie chegou ancorou mais a oeste de onde estávamos. Como era ele quem conhecia o restaurante que iríamos almoçar, decidi levantar ferro e apoitar mais próximo dele. Logo após o Lucky Lady chegou e parou por ali também. Seguimos os 3 em nossos dingues até a praia em frente ao restaurante. Desnecessário contar que éramos a atração turística do momento em nossos dingues. Tive a sensação de que parecíamos ETs saindo de um OVNI. tal a atenção chamada. Acho que o pessoal não está muito acostumado com velejadores de cruzeiro... |
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Ótimo programa para estar a bordo de seu veleiro. Em terra, a avenida a beira-mar é fechada para o público poder desfrutar do espetáculo com segurança. São milhares de pessoas ! |
A previsão do tempo para o dia 31, frustou nossa velejada
até Florianópolis para ver a linda queima de fogos a bordo do Musashi
: Entrada de frente fria para o final da tarde. Ou seja, iria ser
desagradável passar o reveillon balançando na baía norte da Ilha de
Santa Catarina que é desabrigada de ventos S.
Então decidi que iríamos de carro e veríamos os fogos em terra mesmo. Foi a escolha mais acertada. Chegamos na orla algumas horas antes para escolher um bom local e aguardamos ali a passagem de ano, com direito à uma linda vista da baía e da ponte Hercílio Luz. Os barcos que ali estavam sofreram um bocado com os ventos gelados e as marolas que se formaram. Mas o show realmente valeu a pena !
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| O amigo Dick, do Hirondelle chegou de Porto Alegre e tivemos
o prazer de fazer alguns churrascos na marina de Ganchos. Experiente
navegador e autor de 3 livros, sempre é um prazer conversar e trocar
experiências com este gaúcho que tem a vela como estilo de vida e
profissão.
Ficamos encantados com a organização e disciplina a bordo do Hirondelle e sua amável capitã Elisete. Dick nos convidou a navegar a bordo de seu barco até a Ilha do Arvoredo numa linda manhã de sol. A viagem foi feita a motor devido à falta de vento. Lá chegando, ancoramos a uns 100 metros do costão da ilha que estava repleta de lanchas operadoras de mergulho. A cor da água é de um verde esmeralda belíssimo, porém bastante fria. Não chegamos muito próximo da costa a nado pois a correnteza era significativa. Mas pelo visto deve haver muita vida marinha por ali, dada a quantidade de mergulhadores que por lá nadavam. |
Mais tarde o amigo Ziegott, do veleiro Blitz ( também de Paranaguá ) chegou e encostou a contra-bordo do Hirondelle. A volta foi com vento de alheta e balão até a entrada da Marina de Ganchos. Está aí um passeio sensacional pare a região. |
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![]() 05/01/04 |
Passados aqueles dias maravilhosos em Ganchos e já explorados os melhores pontos da região, resolvi zarpar para meu maior objetivo : a Ilha de Santa Catarina... |
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Meu tripulante foi novamente o Ruben, que estava passando férias na região. Zarpamos por volta de umas 10:00 h sob um crescente vento NE. Já na saída da enseada de Ganchos rizamos a mestra para poder fazer uma orça que vencesse a Ponta de Ganchos próximo à praia de Palmas. O dia estava belíssimo, com sol já forte e mar um pouco agitado. Assim que contornamos a pequena ilha em frente a praia de Palmas, já tomamos um rumo para o vento de popa e o Musashi voava baixo nas surfadas que dávamos naquelas ondas... O vento alternava entre 18 e 22 nós, no popa. Quando estávamos no través da ilha de Anhatomirim ( que tem uma bela fortaleza ) nós cruzamos com o veleiro Chris do amigo Pádua, de Antonina. Ele voltava de Florianópolis e estava só no motor cavalgando aquelas ondas no vento contra... Segui rumo para Ganchos. |
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Como era a primeira vez que passava pela região fui navegando com certo cuidado, para evitar os baixios e pedras da região, em especial próximo à ilha de Ratones pois pretendia contorná-la pelo sul para chegar até a marina em Santo Antonio da Lisboa, no oeste da Ilha de Santa Catarina. Quando deixamos Ratones por bombordo e aproamos o Musashi para a Marina o vento NE agora era contra e com rajadas de 26 nós ! Enrolei um pouco a genoa e fomos tomando alguns caldos das ondas que subiam pela proa... Adrenalina para chegar à marina, pois a região tem pouco calado, girando em torno de 2,5 metros. Levamos uns 20 minutos para alcançar a pequena enseada e às 13:20 h já estávamos pegando uma poita livre da marina. |
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O visual da região é belíssimo, com a ponte Hercílio Luz ao fundo e uma bela enseada para passar momentos de tranqüilidade. Há ótimos restaurantes especializados em ostras, que ali são produzidas. A Marina oferece apenas as poitas para os veleiros. Você pode guardar seu dingue e motor nas instalações de terra mas tem que se virar sozinho pois o pessoal só dá atenção para as lanchas. É um local bem abrigado e tranqüilo para ventos de NE, porém para ventos de S você não poderá ficar a bordo pois o balanço é insuportável. Existe uma outra marina mais ao sul na mesma enseada. Embora seja mais voltada para veleiros estava lotada e não gostei muito do aspecto e bagunça do lugar. Mas não deixa de ser uma outra alternativa para a região. Em ambos os locais eu sugiro que se verifique bem o estado do cabo da poita, pois as lanchas passam perto e podem danificar o cabo. Não deixe nada para fora do barco, pois o amigo da alheio mora por ali também. A Cris e a Natália vieram de carro e já nos aguardavam no restaurante em frente a praia. |
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Com Ruben e as meninas, em Santo Antonio da Lisboa. O Musashi já estava em Florianópolis !!! |
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