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A Ilha de Santa Catarina
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![]() 08/01/2004 |
Florianópolis possui 42 praias. Você pode desfrutar de todo tipo de ambiente, do mais badalado cheio de gente bonita até praias totalmente desertas e tranqüilas. Vai do gosto e do momento que você quer curtir. O barco ficou apoitado e a família Fuchs hospedada em uma aconchegante pousada próxima da praia de Ingleses. |
Com as crianças na Enseada dos Golfinhos O fundo é de areia com uns 3 metros de calado. Tem vários barcos de pesca por ali, além das escunas de turismo que param para o almoço. |
Na primeira semana nós aproveitamos para visitar as principais praias da
ilha. Destacando : Joaquina, Mole,Cachoeira do Bom Jesus, Canasvieiras, Ponta das Canas,
Brava, Santinho, Armação, Campeche, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha e
Naufragados. Esta última você só alcança de barco. A Lagoa da
Conceição também é imperdível pelo belo visual e bons restaurantes.
Marquei com a família do Ruben de velejarmos até a Ilha de Anhatomirim. Zarpamos com o Musashi por volta das 10:00 h até a Enseada dos Golfinhos, visando almoçar em um de seus restaurantes. O lugar é muito bonito, mas os golfinhos já não ficam por ali devido ao fluxo de barcos de turismo que é intenso no verão. É uma enseada muito abrigada de ventos e ondas. |
![]() Um visual da Ilha de Anhatomirim Vale a pena conhecer ! |
Depois do almoço seguimos para Anhatomirim, que fica a uns 15 minutos
dali. O acesso se dá na costa oeste. Há um intenso fluxo de escunas de
turismo no trapiche, portanto o melhor é ancorar ao largo e seguir com o
dingue para o local. A correnteza ali é forte e o fundo é de areia com
uns 4 metros de calado. Cuidar com as pedras próximo da ilha.
A fortaleza foi reconstituída pelo governo e oferece um ótimo atrativo histórico. Quando voltamos para o Musashi o motorzinho do dingue secou a gasolina e obviamente parou no meio do caminho até o barco. Como estava sem âncora comecei a derivar pois não vencia remar naquela correnteza. Felizmente o Ruben estava no Musashi e veio com o barco nos resgatar. Ufa... que sufoco. Depois desta experiência comprei uma pequena âncora para o dingue.
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O arco-íris em Santo Antonio da Lisboa |
Decidimos retornar para a marina lá pelas 15:00 h pois o tempo estava
virando para chuva no NE da Ilha de Santa Catarina e como o vento vinha
desta direção...
Levantamos o ferro e seguimos com vento de popa para a Ilha de Ratones. Quando estávamos em seu través a chuva nos acompanhava, mas em terra. Como era final de tarde o sol refletiu-se na chuva e nos proporcionou um enorme arco-íris que terminava justamente em cima da marina. As crianças a bordo ficaram encantadas, pois era pra lá que estávamos nos dirigindo. Sensacional !!! |
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![]() 29/01/2004 |
Tive que retornar para Curitiba a negócios. O Musashi ficou na poita da marina por 15 dias me aguardando. Confesso que não gosto muito da idéia de deixar o barco assim, mas foi o jeito... Voltei sozinho para Florianópolis e peguei 5 dias seguidos de muita chuva. Foi legal para arrumar o barco, meditar e por a leitura de meus livros em dia. O visual a noite naquele ponto é fantástico com a ponte Hercílio Luz iluminada ao fundo. |
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Encontrei 2 amigos neste período : O Carlos Neckel que está construindo um Multichine 26 em sua casa. Tínhamos marcado uma velejada, mas a chuva atrapalhou nossos planos. Tudo bem, pois valeu o bom papo que tivemos a bordo. O Sergio Caetano que faz charter e ministra cursos com seu belo 36 pés pela região : o veleiro Guizzi. Ele ancorou ao lado do Musashi para uma parada técnica e aproveitei para conhecer seu barco e conversarmos sobre o melhor roteiro para quem pretende dar a volta na Ilha de Santa Catarina, que era meu próximo objetivo. Visite o seu site aqui. |
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Não estava muito contente com o atendimento que estava recebendo na marina. O pessoal não dá nenhuma facilidade para quem está apenas de passagem como era o meu caso. E fazem questão de deixar isto bem claro. Além disto, o cabo da poita estava rompendo-se e mesmo com meu pedido de troca nada foi providenciado. Então decidi que era hora de partir. Para velejar no Musashi até o Iate Clube de Florianópolis eu convidei meu amigo Alessandro Vasconcelos ( que também ministra cursos e faz charter pela região, a bordo do Blue Bird, um Fast 345 ).Visite o seu site aqui. O vento estava fraco mas era um NE e pudemos seguir em popa com tranqüilidade até a orla marítima da cidade de Florianópolis. |
Alex me apresentando os detalhes de Florianópolis
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Chegando na bela ponte Hercílio Luz
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No caminho há um amontoado de pedras e uma "bóia" de sinalização, que na verdade é um destroço largado que o navegante deve cuidar se passar pela região à noite. É sensacional navegar perto da rodovia beira-mar norte. É ali que se assiste a queima dos fogos do ano-novo. Não aproxime-se demais pois há pedras e baixios.O visual da cidade e da ponte Hercílio Luz são inesquecíveis para quem, como eu, navega ali pela primeira vez... A canal é profundo e dá para navegar com tranqüilidade. Para veleiros com mastro muito alto, há que se cuidar com o espaço para passar debaixo da ponte. Informe-se com o Iate Clube no (48) 222-5799 ou http://www.icsc.com.br
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| O ICSC possui uma ótima infra-estrutura náutica para
receber os seus visitantes. Pena que o período de estadia não possa ser
maior que 36 horas, mas esta é uma variável que pode ser negociada. Tem
um bom e barato restaurante e ótimas duchas quentes. Além disto fica ao
lado do centro da cidade, perto de tudo. Os veleiros que ali encontram-se
são muito bonitos e bem cuidados. Como ele possui pau-carga, a maioria é
guardada em seco. O único senão fica por conta da "qualidade"
da água do mar que é banhada pelo esgoto da cidade.
Deixei o Musashi e retornei para Curitiba, pois tinha compromissos de família naquele final-de-semana. . |
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![]() 03/02/2004 |
Segunda-feira retornei junto com o amigo Wagner Correia, do veleiro Idéia Fixa, também da Marina Oceania de Paranaguá. Ele me acompanharia na volta à Ilha de Santa Catarina. |
| Antes de zarpar, recebemos a visita do amigo Jorge, do
veleiro Tai Chi de Florianópolis que nos apresentou a alguns velejadores
do clube. Aproveitei para obter mais algumas dicas com o pessoal sobre o
roteiro que faríamos a seguir. Depois de abastecido de mantimentos e
combustível, e checada a boa previsão do tempo na secretaria do clube,
decidi zarpar por volta das 10:30 h com um NE fraco e céu limpo para dar
a volta na ilha. Meu plano era aproveitar o estofo da maré para passar
pela famosa barra sul.
Confesso que estava ansioso, pois era uma aventura inédita para a tripulação e para um barco paranaense do tamanho do Musashi. |
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| Seguimos pelo canal rumo ao farol da Ponta da Enseada (
continente ), de lá atravessamos para Ilha dos Cardos, passando próximo
e desviando dos baixios. Dali seguimos direto para a saída da barra .
Alcançamos o extremo sul da Ilha de Santa Catarina às 13:20 h. Neste
ponto o vento era zero, então seguimos no motor. O mar estava super liso
e o céu com poucas nuvens. Este era o limite da nossa viagem. Daí para
frente estaríamos pouco a pouco voltando para casa...
Contornamos a linda Praia de Naufragados e a Ponta do Frade. Quando passamos pelas Ilhas das Três Irmãs, o mar ficou bastante agitado pelas ondas que quebram nos costões. Como havia chovido muito na semana anterior também havia uma considerável quantidade de entulho que precisávamos estar atentos e desviando de troncos e tábuas flutuantes. Nosso rumo então era a Ilha de Campeche. |
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Sua praia tem águas cristalinas, areia branca e mata exuberante. |
Deixamos a enseada de Pântano do Sul em nosso bombordo por
volta das 15:00 h. O mar voltou a ficar mais calmo e o vento continuava
fraco.
Ao longe já avistávamos a Ilha de Campeche, nosso objetivo para o dia. Levamos cerca de 1:30 h para percorrer toda a Enseada de Armação e atingir a ilha. No lado oeste fica a pequena e abrigada enseada em que pernoitaríamos. Primeiro passei ao largo para estudar o melhor ponto de ancoragem, que decidi ser no seu lado norte. Quando estávamos manobrando para nos aproximar o motor apagou e tivemos que lançar a âncora em regime de urgência pois estávamos próximos de sua costa de pedra. Resolvido o problema, levantamos o ferro e voltamos a nos aproximar do ponto de ancoragem. Um pescador ao nos ver indicou uma poita que estava sobrando, a qual aceitamos e agradecemos a gentileza posteriormente. |
| A Ilha do Campeche foi a melhor surpresa que
tive em toda a viagem. Primeiro que o local é bem abrigado dos ventos NE
e S, coisa rara nesta região. Depois a beleza exuberante de sua pequena
praia é de tirar o fôlego. Na temporada o fluxo de turistas é grande,
vindo de pequenos barcos de pescadores que trazem o pessoal desde a Praia
de Armação ( fica a dica para quem não for com seu barco ).
Como curiosidade : dá para ver a âncora no fundo, com 5 metros de profundidade... Existem duas lanchonetes bem simples. Uma é administrada por uma associação que vêm da década de 50 e mantém alguma estrutura num tipo de cortiço dentro da mata. Bem básico mesmo, mas dá para descolar um banho quente. A outra lanchonete é mantida pelos pescadores. Não falta cerveja gelada e camarão frito ! |
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| Após um pernoite para lá de tranqüila, na
manhã seguinte entrou um forte vento NE. Embora dentro da enseada fosse
abrigado do mesmo, sair nestas condições sem local de abrigo por
um longo período...
Não tivemos dúvida na escolha : ficaríamos por ali até o tempo melhorar... Torcendo para que demorasse bastante !!! Passamos o dia arrumando o barco, conhecendo melhor a ilha e nos enturmando com os pescadores que são muito receptivos. |
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A Praia do Santinho e Ponta de Ingleses |
Na quarta-feira o NE voltou a abrandar e então decidimos
zarpar às 08:00 h com aquele gostinho de que valeu a pena chegar até
ali...
Seguimos numa orça folgada até a Ponta da Galheta, já na entrada da Barra da Lagoa da Conceição por volta das 10:30 h. Dali seguimos direto para as Ilhas das Aranhas que deixamos em nosso boreste. Passamos pela Praia do Santinho ao meio-dia e por volta das 13:30 h já tínhamos alcançado a Enseada da Praia dos Ingleses. Porém antes, quando passávamos pela Ponta dos Ingleses entre as Ilhas do Badejo e Mata-fome o mar ficou pra lá de agitado com as ondas que batem no costão da Ilha de Santa Catarina. Parecia que tínhamos entrado num liquidificador tamanha a movimentação que o local apresenta aos navegantes ! A gente tem que se segurar firme para não ficar rolando dentro do cockpit... |
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Quando estávamos no meio da Enseada dos Ingleses, a caminho
no extremo norte da Ilha de Santa Catarina, avistamos ao no boreste um
catamarã que vinha do norte. Como sabíamos que o amigo Abel estava
navegando a bordo do Galileo como contratado do Resort Costão do Santinho
para trabalhar na região, desviamos o rumo para averiguar se por acaso
não seria ele chegando com seu barco.
Para minha surpresa os binóculos logo me confirmaram a suspeita .... Que coincidência ! A convite do Abel nós atracamos o Musashi a contra-bordo e subimos a bordo do Galileo para conhecer sua fantástica infra-estrutura. É realmente um belo barco para turismo, com todo o conforto e moderna tecnologia de navegação. |
| Ao nos despedirmos do Galileo, voltamos o rumo
já para a Ilha do Arvoredo com destino à Bombinhas. Por volta das 14:30
h deixamos o extremo norte da Ilha de Santa Catarina pelo nosso través de
bombordo, encerrando assim a nossa volta. O Musashi cumpriu sua missão e
agora estava retornando para Paranaguá.
Passei um rádio para o Alex, do Blue Bird que estaria navegando pela região para lhe contar que estávamos partindo e que o tempo estava bom. Tínhamos uma previsão de vento S para o final da tarde... |
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