05/12/01 
O broker Wellington Furtado me liga dizendo que o proprietário do Fast 230 Boomerang estava novamente interessado em vender seu barco. Marco um encontro com o Eduardo para conversarmos e no dia seguinte viajamos até Caiobá para ver o barco. Gostei muito de seu estado geral e fechamos o negócio, iniciando assim a história do Musashi.


09/12/01

 

 

 

 

Após breve análise de alternativas, decidi comprar uma vaga no seco na Marina Oceania em Paranaguá. Os motivos basicamente foram :

a) Sua localização privilegiada para chegar nos melhores "points" da Baía de Paranaguá;
b) A facilidade de acesso por estrada com pista dupla ( apenas a 1 hora de Curitiba );
c) Não me preocupar com as cracas que são muito rápidas e prolíferas nesta região;
d) Já tinha vários veleiros de amigos nesta marina.

Na sexta-feira ( 08/12 ) contratei um caminhão de que faz serviço de socorro de automóveis e pedi para pegar a carreta no sábado e levá-la para Paranaguá. Depois de todos os preparativos, deixei o barco na água para sair no sábado logo cedo.

 

 Prontos para zarpar, no Iate Clube de Caiobá

Sábado, dia 09/12/01, junto com o Wellington e o amigo Ruben zarpamos por volta das 7:00 h do ótimo Iate Clube de Caiobá em direção à saída da temida barra de Guaratuba. Fui marcando os waypoints deste caminho e quem desejar posso lhe enviar por e-mail. O dia estava belíssimo, céu de brigadeiro e mar de almirante, melhor impossível !

Passamos pela barra com facilidade, guiados pela experiência do Wellington naquele trecho.
O próximo ponto que tive o prazer de passar com o meu novo barco foi a Ilha de Currais, inóspita e cercada por pedras e muitas aves que ali fazem seus ninhos. Ali chegamos no motor por volta de 12:00 h. 

Ilha de Currais

Em torno da 11:00 h finalmente o vento deu-nos o ar da graça e pudemos desligar o motor, seguindo num nordeste de 10 nós bem tranqüilo... 

Foi muito legal poder acompanhar toda a faixa do litoral entre Matinhos e Pontal do Sul sob o ponto de vista do mar.Perto das 14:00 h alcançamos a bóia 1 do Canal da Galheta cercados por um monte de navios entrando em fila, mas entramos na Baía de Paranaguá, ao lado da bela Ilha do Mel com facilidade. 

A bóia 1 e ao fundo a Ilha do Mel
Aproveitamos o vento de popa dentro do Canal da Galheta para um delicioso mergulho, sendo arrastado com a bóia de salvatagem, pois calor estava intenso após um dia inteiro debaixo do sol.

Contornamos a Ponta do Tenenge e a partir daí foi um vento través de 12 nós até o início da Ilha Cotinga, onde fica a sub-sede do Iate Clube de Paranaguá.

Finalmente, por volta das 16:00 h chegamos na Marina Oceania onde a carreta já havia sido entregue e o pessoal nos aguardava para uma calorosa recepção. Pronto, estava batizado o meu Fast 230, que durante o percurso decidi que iria chamar-se Musashi, em homenagem ao grande samurai ao qual admirava...

Algumas lições importantes :

Realmente foi bom ter alimentado-se com frutas e cereais, para não marear muito na viagem. Também não podemos deixar de ter muita água fresca, bonés e filtro solar 30 devido ao forte calor que se pega a bordo. Uma tripulação experiente e bem-humorada é fundamental para manter o ânimo a bordo. Ter os waypoints marcados no GPS ajuda bastante a acompanhar o rumo e desempenho da viagem, mesmo sendo um trecho simples e conhecido como este. Combustível de reserva nos dá tranqüilidade para a viagem. Fazer um check-up geral antes da partida é fundamental. Temos um ótimo texto deste assunto em nossa seção de artigos interessantes...



Diário

Home